O Cancro Que Não É Só Meu... A Influência Recíproca entre o Processo Oncológico e o Suporte Familiar no Cancro Pediátrico
DOI:
https://doi.org/10.4314/academicus.v4i1.6%20Palavras-chave:
Processo Oncológico, Suporte familiar, Cancro Pediátrico, Apoio Psicossocial, Qualidade de VidaResumo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o cancro como uma das principais causas de morte em todo mundo. O cancro pediátrico que abrange a faixa etária dos 0 aos 19 anos, entre os estudados, é considerado raro comparado ao do adulto. Apresenta um índice de diagnóstico tardio elevado e condicionado por múltiplas variáveis, gerando um processo oncológico mais desafiador para a sobrevivência da criança ou adolescente e para a sua família, com impactos significativos nos âmbitos psicoemocional, físico, social e financeiro. Essa realidade é ainda mais crítica em países de baixa e média renda, onde a taxa de sobrevivência é de 20%. A presente revisão integrativa sintetiza evidências científicas maioritariamente recentes (2020 - 2025), com o objectivo de compreender, dentro deste contexto desafiador, como a criança ou o adolescente com cancro é afetado pelas alterações recíprocas entre a dinâmica e estrutura psicoemocional da família que lhe é suporte, e o processo oncológico (diagnóstico, tratamento e sobrevida). Embora os achados não tenham respondido diretamente à questão central do estudo, destacaram aspectos cruciais para a evolução positiva do quadro atual, como o apoio psicossocial contínuo e a implementação de estratégias de intervenção precoce desde o diagnóstico, visando mitigar o sofrimento e promover a melhoria na qualidade de vida da criança ou adolescente doente e de toda a sua família.
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