Tecnologias de combate à desinformação em Angola

Tecnologias de combate à desinformação em Angola

Autores

  • Silvio Javala Universidade Federal do Paraná https://orcid.org/0009-0002-6667-9653
  • Luiz Rogério Lopes Silva Luiz Universidade Federal do Paraná
  • Raquel Pereira Rodrigues Leite Raquel Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.4314/academicus.v4i1.11

Palavras-chave:

Desinformação , Angola, tecnologias de fact-checking, Manifexto, Nuxo

Resumo

Este artigo aborda as tecnologias pioneiras no combate à desinformação em Angola, com foco na análise do projeto Manifexto e da aplicação Nuxo, desenvolvidos como soluções locais para identificação e enfrentamento de conteúdos falsos e enganosos. O objetivo principal é analisar a criação, implementação e descontinuidade dessas iniciativas, buscando compreender os fatores que influenciaram sua trajetória, desde a concepção até a interrupção de suas atividades. Para tanto, adotou-se uma abordagem qualitativa, com base em entrevistas narrativas realizadas com os idealizadores e desenvolvedores do projeto, além da análise documental. A análise foi organizada em cinco temáticas centrais: (1) Da ideia ao protótipo, que aborda os desafios operacionais e o desenvolvimento técnico do Manifexto e da Nuxo; (2) Treinando a Nuxo, centrada nos aspectos técnicos do modelo de machine learning e nas estratégias de rotulagem; (3) Usabilidade da Nuxo; (4) Lançamento e descontinuidade das iniciativas, que reúne os fatores internos e externos que levaram à interrupção das iniciativas; e (5) O futuro do Manifexto e Nuxo, voltado às perspectivas dos idealizadores. A pesquisa identificou barreiras técnicas, políticas e operacionais, incluindo a limitação de recursos, a ausência de apoio da mídia local, o contexto político-histórico angolano e a baixa literacia digital da população. 

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Biografias Autor

Luiz Rogério Lopes Silva Luiz, Universidade Federal do Paraná

Doutor em Gestão da Informação pela Universidade Federal do Paraná (2022), com doutorado sanduíche em Humanidades pela Universidad Carlos III de Madrid (2021-2022). Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná (2018) e graduado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Universidade Tuiuti do Paraná (2011). Possui especializações em Gestão e Produção para Rádio e TV (2013) e Vitivinicultura e Enologia (2015) pela Universidade Tuiuti do Paraná. Professor colaborador no Programa de Pós Graduação em Gestão da Informação com interesse em pesquisas voltadas à Vulnerabilidades Infocomunicacionais em Plataformas digitais, incluindo mapeamento e modelagem de processos, moderação de conteúdo, discurso de ódio (homofobia, misoginia, gerontofobia e gordofobia). Membro do grupo de pesquisa Information MediaLab onde estuda e orienta trabalhos voltados à Estudos de Plataformas, Vulnerabilidades digitais, Organização da Informação e Ontologias.

Raquel Pereira Rodrigues Leite Raquel, Universidade Federal do Paraná

Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR-2022), na Linha de Pesquisa Comunicação e Formações Socioculturais. Na dissertação abordou o discurso de ódio e a misoginia nas Plataformas Digitais, em especial em grupos abertos do WhatsApp, a partir de uma perspectiva netnográfica. Participante do grupo de pesquisa Information Media Lab - InfoMedia desde 2020. Especialista em Comunicação Empresarial e Institucional pela Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e em Comunicação Digital e E-branding pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Bacharel em Jornalismo pela PUCPR. Há 15 anos atua como profissional de comunicação corporativa com passagem em empresas dos segmentos de varejo, hospitalar, educacional, religioso e financeiro. Tem ampla experiência em comunicação interna, comunicação institucional, assessoria de imprensa, marketing, marca empregadora e gestão de redes sociais. Atualmente, é doutoranda em Comunicação (PPGCOM UFPR - início em 2024) e professora da graduação na PUCPR.

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Publicado

2026-01-19

Como Citar

Javala, S., Luiz, L. R. L. S., & Raquel, R. P. R. L. (2026). Tecnologias de combate à desinformação em Angola: Tecnologias de combate à desinformação em Angola. Academicus Magazine, 4(1), 139–148. https://doi.org/10.4314/academicus.v4i1.11